A Reforma Tributária deixou de ser apenas uma discussão sobre o futuro.
Com a publicação do Decreto 12.955/2026, que regulamenta pontos importantes do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), o cenário começa a ganhar contornos mais práticos para empresas de diversos setores da economia.
Embora ainda existam etapas de transição, definições complementares e ajustes operacionais ao longo dos próximos anos, o momento atual exige atenção estratégica das empresas, especialmente em relação à gestão tributária, financeira e operacional.
Mais do que uma mudança de impostos, a Reforma Tributária representa uma mudança estrutural na lógica de tributação sobre o consumo no Brasil.
O que muda com o IBS e a CBS?
O IBS e a CBS fazem parte do novo modelo tributário que substituirá tributos atuais como:
- PIS
- Cofins
- ICMS
- ISS
O objetivo da reforma é simplificar o sistema tributário nacional, reduzir cumulatividade e criar um modelo mais uniforme de arrecadação.
Na prática, porém, as mudanças vão muito além da simplificação.
Dependendo do segmento, da estrutura operacional e da forma como a empresa organiza seus custos, contratos e créditos tributários, os impactos podem ser positivos ou representar aumento de carga e necessidade de reestruturação.
Segundo Sérgio Roberto Martins, Gestor Contábil-Fiscal da Conjel Contabilidade, “a regulamentação começa a transformar a reforma em realidade operacional. Agora, as empresas precisam sair do campo da observação e iniciar um processo de entendimento estratégico sobre como essas mudanças podem impactar suas operações, margens e modelo de negócio.”
A Reforma Tributária impacta todos os setores da mesma forma?
Não. E esse talvez seja um dos pontos mais importantes neste momento.
Os impactos variam conforme, setor de atuação, composição de custos, cadeia operacional, estrutura societária, modelo de prestação de serviços e utilização de créditos tributários.
Empresas de serviços, por exemplo, podem enfrentar cenários bastante diferentes de empresas comerciais ou industriais.
Já setores como construção civil demandam atenção ainda mais estratégica, especialmente pela complexidade das operações, contratos de longo prazo e estruturas específicas utilizadas no segmento.
Além disso, áreas como gestão financeira, precificação e fluxo de caixa também passam a ganhar relevância dentro das análises tributárias.
Mais do que tributo: uma mudança de gestão
Um dos principais erros neste momento é olhar a Reforma Tributária apenas como uma alteração fiscal.
Na prática, ela pode impactar formação de preços, margem de lucro, fluxo de caixa, contratos, cadeia de fornecedores, tomada de decisão estratégica, estrutura societária e planejamento tributário.
Por isso, muitas empresas precisarão revisar processos internos, indicadores financeiros e até modelos de operação.
“Existe uma tendência natural de o empresário associar a reforma apenas ao aumento ou redução de impostos. Mas o verdadeiro impacto pode estar na operação, na precificação e na forma como a empresa organiza sua estratégia tributária e financeira”, destaca Sérgio Roberto Martins.
O momento agora é de preparação, não de improviso
Apesar de a implementação ocorrer de forma gradual, empresas que começarem a acompanhar o tema desde agora tendem a ter mais previsibilidade e capacidade de adaptação.
O cenário exige acompanhamento técnico contínuo, análise de impacto por setor, organização de informações financeiras e fiscais e leitura estratégica do negócio.
Nesse contexto, a antecipação passa a ser um diferencial competitivo.
Como a Conjel está acompanhando a Reforma Tributária
A Conjel já está acompanhando e estudando os desdobramentos da regulamentação do IBS e da CBS, com foco em traduzir as mudanças de forma clara, estratégica e aplicável à realidade das empresas.
Nos próximos meses, nossa equipe irá compartilhar análises práticas por setor, conteúdos explicativos, materiais orientativos, entre outros.
Nosso objetivo é ajudar empresários a compreenderem não apenas “o que mudou”, mas principalmente como tomar decisões mais seguras diante desse novo cenário tributário.
A Reforma Tributária já começou e a preparação também precisa começar
Ainda existem pontos em regulamentação e definições futuras que exigirão acompanhamento constante. Porém, uma coisa já está clara: empresas que deixarem para entender os impactos apenas no momento da obrigatoriedade poderão enfrentar mais dificuldades de adaptação.
A Reforma Tributária inaugura um novo ciclo para a gestão empresarial no Brasil e informação estratégica será cada vez mais essencial nesse processo.
A Conjel seguirá acompanhando esse cenário de perto para apoiar seus clientes com segurança, clareza e visão estratégica.
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